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Liberação de ETFs com criptomoedas
2018-04-16 10:26:41
Liberação de ETFs com criptomoedas

Quando o tema é Bitcoin, volta e meia ressurge o assunto referente a possibilidade de aprovação de um ETF (Exchange Traded Fund) que tenha criptoativos como referência. Várias tentativas foram feitas, incluindo a que ficou mais conhecida: a dos irmãos Winklevoss. No entanto, todas foram rejeitadas pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).

Mesmo assim o assunto está longe de se esgotar. Agora foi a vez da Chicago Board Options Exchange (CBOE), uma das bolsas que, em 2017, deu início às negociações de contractos futuros em Bitcoin. O órgão enviou uma carta para a SEC pedindo que a agência mude a sua postura, não se colocando contra a criação do ETF.

Na carta, a CBOE relatou lista com  mais de 260 ETFs na sua plataforma e pediu que a SEC mude sua postura, uma vez que o universo das criptomoedas encontra-se mais favorável para este tipo de investimento. Ela também ressalta as tentativas anteriores feitas para a criação do fundo – todas rejeitadas pela SEC.

A CBOE Listings foi a primeira bolsa de valores mobiliários a apresentar numa proposta para negociar um ETF que contivesse Bitcoin e, desde então, apresentou três propostas adicionais para negociar ETFs que conteriam futuros em Bitcoin, afirma a carta. A bolsa também cita o facto de ter sido pioneira na criação de contractos futuros em Bitcoin, o que permitiu um know-how que a qualifica para se aventurar com o lançamento de mais esse produto. Além disso, a CBOE Futures Exchange foi a primeira bolsa de futuros dos EUA a oferecer um produto futuro de Bitcoin para negociação.

Por fim, a bolsa aconselha que a SEC trate os ETFs relacionados com  as criptomoedas como trata outros fundos que envolvam contractos  de futuros.

Embora a criação de um ETF possa estar longe da realidade actual, ela sem dúvida está muito mais próxima do que esteve durante 2017. Vários factores ocorridos desde a rejeição do ETF dos irmãos Winklevoss até hoje podem confirmar isso.

Em sessões do congresso americano, o tom envolvendon a regulação do mercado de criptomoedas passou a ser bem mais amigável, especialmente nas comissões do Senado. Membros de órgãos reguladores no país chegaram a defender a auto-regulação do mercado de criptomoedas, e até mesmo candidatos a cargos públicos começaram a aceitar doações de campanha em Bitcoin.

Além desses factores, a postura da própria SEC começou a mudar. Outrora uma forte opositora dos ETFs baseados em criptomoedas, a comissão passou a adoptar  um tom mais ameno: disse que abrir a porta para os ETFs de Bitcoin deveria ser precedido por uma “ significativa protecção ao investidor”. O regulador estava preocupado sobre como os ETFs seriam cotados, armazenados e protegidos.

Protecção essa que caso seja fornecida pelas empresas interessadas em criar produtos em criptomoedas, pode significar a futura aprovação do tão esperado fundo.

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