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O que é que os “mineiros” recebem em troca?
2018-01-18 11:08:52
O que é que os “mineiros” recebem em troca?

O que é que os “mineiros” recebem em troca?

À medida que o super computador dos “mineiros” vai confirmando as transações na rede, eles vão recebendo parcelas da moeda em questão. Mas em 2014 já eram tantos os “mineiros” envolvidos que estava a tornar-se cada vez mais difícil entrar no processo de mineração e contribuir para a validação das transações. Ou seja, é cada vez mais difícil receber bitcoins. “O próprio sistema que regula a produção deteta quando há muito poder informático a entrar na plataforma e aumenta a dificuldade do enigma criptográfico que o computador tem de resolver para conseguir minerar”, explicou Joaquim Lambizo ao Observador.

Onde é que se produzem mais bitcoins?

Na China. De acordo com um artigo publicado pela BBC, em 2016, há uma instalação de super computadores numa montanha chinesa — tão elevada que é preciso levar garrafas de oxigénio para lá chegar — e onde não há rede de telemóvel, só internet. Nesta montanha, há uma empresa que tem centenas de computadores a validar as transações.

Chandler Guo, o fundador da empresa, conta que são emitidas 50 bitcoins por dia e que o peso destas “minas” na China tem vindo a crescer exponencialmente. Em 2016, representavam 70% da atividade mundial.

Como se controla a inflação nesta moeda?

A inflação da bitcoin está predefinida matematicamente na tecnologia, logo está controlada, bem como a quantidade de moedas que podem ser produzidas: 21 milhões. Atualmente, a cada dez minutos, são gerados 12,5 novas moedas, ou seja, bitcoins, que podem ser divididos em oito casas decimais – cêntimos das bitcoins chamam-se satoshis. Após a emissão das 21 milhões de moedas permitidas, a economia da bitcoin passa a ser deflacionária.

Há risco de haver burla nas transações com bitcoins?

Sim, há risco, mas é ínfimo em relação a outras moedas descentralizadas, que podem alterar saldos sem ninguém perceber. Chama-se double spending, que, em português, significa algo como “gasto duplo” — os consumidores utilizam a mesma moeda para efetuarem duas transações. E a culpa é de um sistema que se chama “ataque 51%”. Como funciona?

Todos os super computadores que estão ligados ao sistema geram 100% do poder de processamento de bitcoins, que está dividido por várias pools (computadores que agregam “mineiros”) e por “mineiros”. Como há poucas pessoas a minerarem sozinhas, porque é mais difícil obter retorno, as pools mais conhecidas agregam mais “mineiros” e podem fazer uma distribuição desproporcional do poder de processamento. Ou seja, quando uma só pool é responsável por 51% das confirmações do sistema, o risco de burla aumenta. Porquê? Porque as confirmações das transações demoram mais tempo a serem efetuadas ou podem nem sequer existir. Nesse compasso de espera, o utilizador fica livre para utilizar a mesma moeda em várias operações.

O double spending é um problema, mas é muito pouco provável que exista uma pool a concentrar 51% da mineração.

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